BEM SUCEDIDO

Quando pensamos em ser bem sucedido, em riqueza e em sucesso, qual a primeira coisa que nos vêm à mente? Em dinheiro, parece óbvio, não? Mas para aqueles que são totalmente ligados à matéria vêm isso mesmo: as grandes propriedades, os carros importados, as viagens e tudo mais que a matéria pode lhes oferecer.

Porém, que tipo de homem Deus considera rico ou bem sucedido? Quais seriam suas verdadeiras riquezas?

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Aqueles que já conhecem a espiritualidade, sabem o que seu espírito veio fazer no planeta Terra e o que realmente é válido durante esse capítulo na vida eterna do seu espírito. O raciocínio é totalmente diferente, porque riqueza para nós vem da nossa vivência e das experiências adquiridas durante nossa encarnação.

A verdadeira riqueza está no aprendizado que podemos ter, nas boas obras que podemos realizar, nos exemplos que podemos dar, no amor que sentimos pelas pessoas, no trabalho digno e bem realizado e na paz espiritual que podemos alcançar ao efetuar todas essas tarefas e sentir a leveza e a alegria que isso nos proporciona. Jesus veio há mais de dois mil anos, não para que hoje seja lembrado que foi crucificado. Ele veio para nos ensinar o amor, único e verdadeiro, para com isso, nos libertar de todo o apego à matéria, a pessoas, coisas e deixar nosso espírito livre para simplesmente amar e alçar voos cada vez mais altos para o Reino de Deus.

Infelizmente, a humanidade vem se perdendo um pouco nas coisas referentes a Deus. Ela sofre porque não conheceu ainda o real significado de riqueza e o que é ser alguém realmente rico. O mundo, certamente, mede os homens por um padrão diferente, mas é a Deus a quem devemos prestar contas. Se as pessoas colocassem Deus em primeiro lugar e O enxergassem em tudo e em todos, esse sim seria o mais rico de todos.

Quantas pessoas existem no mundo que são ricos materialmente e pobres em espiritualidade? Quantos não se conhecem como um ser espiritual que veio viver uma experiência material e aproveitar de forma correta todas as possibilidades para esclarecer seu espírito ao usar tudo que tem de maneira digna, altruísta, honesta, valorosa, para pensar também no auxilio ao seu semelhante com as possibilidades que tem em suas mãos?

Muitos deles perdem a encarnação, porque só enxergam o que seus olhos físicos podem ver, o que suas posses podem lhes dar para satisfazer o seu ego, a sua vontade desregrada, sem se lembrar que, quando desencarnarem, tudo aquilo pertencente a este mundo físico irá ficar e nada daqui poderão levar. Portanto, saiba aproveitar sua riqueza material em prol da espiritual!

Pessoas que aprenderam o significado do amor deixado por Jesus, que sempre têm um sorriso no rosto e alegria de viver e cultivam sempre o bom humor, a gratidão e mesmo nos momentos difíceis estão erguidas, otimistas e convictas de que tudo pode ser mudado e resolvido com sabedoria, são extremamente ricas aos olhos do Pai. E essas sim, não estão fazendo em vão sua encarnação.

Tudo que é possível realizarmos depende somente do nosso total empenho e real força de vontade para que as obras possam nascer, crescer, fortalecer-se e servir para o nosso esclarecimento e de todos os nossos semelhantes. E então, qual riqueza podemos deixar para o nosso próximo?

“O Amor Supremo – que é mais que um sentimento, posso dizer que é a Bem-aventurança permanente da sua alma, que o faz conectado à todo o Universo, único em sua essência e unido ao Pai Celestial”. (Mestre Micaell)

Dica de Leitura

Nesta semana sugerimos o livro ” Sobre a morte e o morrer”, de Elizabeth Kluber Ross.

“Em nosso inconsciente não podemos conceber nossa própria morte, mas acreditamos em nossa imortalidade.”

 

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O livro traz discussões essenciais sobre um tema comum, porém pouco explorado ainda nos dias de hoje: a morte. A autora é psicóloga hospitalar e relata suas experiências com pacientes em estado terminal,  seus familiares e toda a equipe médica. O estudo da temática traz elucidações sobre as esfera emocional, profissional e ética no momento do morrer. Ao longo do livro Elizabeth Kluber Ross apresenta a famosa teoria dos cinco estágios emocionais pelo qual os pacientes passam ao receber a notícia da morte iminente: negação e isolamento, raiva, barganha, depressão e aceitação.  Vale a leitura!

Dica de Leitura

Esta semana trazemos como sugestão de leitura o livro ” O Poder do Agora”! O autor do livro oferece direcionamentos que nos instigam a viver o AGORA, ou seja, a viver intensamente o momento presente, sendo esse o único instante que carece de nossa atenção, pois o passado e o futuro não nos pertencem. Por haver vozes internas que, em sua maioria, tratam-se de produtos do ego, ouvir o silêncio torna-se mais importante que direcionar atenção aos sons. O treino em estar presente no presente, a prática do silêncio e a compreensão dos mecanismos da vida como um mero observador, faz do livro um guia para a iluminação espiritual. Boa leitura!

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“Aceite, depois aja. O que quer que o momento atual contenha, aceite-o como uma escolha sua. Trabalhe sempre com ele, não contra. Torne-o um amigo e aliado, não seu inimigo. Isso transformará toda a sua vida, como por um milagre.”

 

 

 

 

Amor como Caminho, Verdade e Vida

“O maior presente que você pode dar à sua alma é ser um veículo do Amor de Deus” (M. Micaell)

Bem sabemos que o universo é regido por leis, as chamadas leis do amor. É pelo amor que tudo nasce, cresce, frutifica e se transforma. É pelo amor que os ciclos se fazem e se movimentam. O amor é o movimento das engrenagens universais.

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A nós como filhos gerados pelo amor nos cabe compreender as próprias leis que nos criaram e viver o amor com consciência. Daí empreendermos uma jornada, a nossa jornada de autodescoberta. Essa jornada que em dado momento se torna uma busca consciente, quando percebemos o sentido da vida e dedicamos esforços para seguir o caminho de realização da verdade em nós.

Quando atingimos o estado de consciência descobrimos o Amor que em tudo pulsa. E quando descobrimos o Amor, agimos com a força da própria Consciência que nos criou.  Disso temos o exemplo de Jesus Cristo, que encarnou o próprio Amor. Ele amou tanto que era o amor. O amor estava nele. Ele compreendeu de tal forma as leis universais, que era capaz de agir segundo essas leis, usando da energia do amor para realizar milagres.

Cabe então a cada um de nós aprender o que é amar e o que não é amor. Saber discernir nossas atitudes, se estão ou não compatíveis com a lei maior, pois tudo o que foge às leis gera sofrimento, misérias, transtornos, doenças, morte.

O que isso significa em nossa vida prática? Significa que em cada instante precisamos despertar o amor e fazê-lo se expandir.

“O Exercício do Amor é o sacerdócio de uma vida inteira.” (M. Micaell)

Mestre Micaell nos diz que “a cada segundo que você está vivo, você pode escolher assumir o amor como sua senda, seu movimento espiritual primeiro”.  E a pergunta que nos cabe fazer é “estou exercendo o amor?” Essa é a pergunta fundamental que deve permear nossos dias, desde o abrir dos olhos até o momento de descanso do corpo físico, em cada movimento nosso. Ao conversar com alguém, ao dar um bom dia, ao pensar em um vizinho, ou colega de trabalho, nos afazeres do cotidiano. É nos perguntar: “estou agindo como o Cristo? Permito que o Amor que vive em mim se manifeste?” Esse exercício é o exercício daquele que está vigilante e disposto a agir como um discípulo do Cristo.

Jesus reuniu os dois mandamentos em um só dizendo que não há separação. Tudo se resume nisso: Amar _ “ amar a Deus sob todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo”.  E ele ensinou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Como diz o Papa Francisco “somos chamados a amar e essa é a nossa vocação por excelência”. Ele também nos diz que “o amor a Deus e ao próximo são faces da mesma moeda”. Não se pode amar a um sem amar o outro. Ou seja, não podemos querer viver em separação. Se amarmos um e não amarmos a outro, se fazermos bem a um e não fazermos a outro, isso é querer fragmentar o Amor, algo que não pode ser fragmentado, porque é inteiro e uno.

Quando me amo, me conheço, me aceito, me respeito, me cuido, me importo comigo, me valorizo, posso também direcionar esta energia ao outro, pois ela está em mim, é o meu modo de operar no mundo. Quando me importo com o outro, dedico zelo, me interesso pelo seu bem-estar, é sinal de que aprendi a atuar segundo o Amor.

“Ao se ver capaz de amar e de exercer o amor, você reconcilia-se consigo mesmo e com a sua essência divina.” (M. Micaell)

O problema é quando desvirtuamos o amor em crenças egóicas, vendo-o como posse e com o interesse de querer algo em troca. Projetamos nossa maneira de amar distorcida como a única correta e criamos expectativas quanto aos outros. Assim, passamos a dizer: amo se você me amar, amo se você fizer como eu quero, quando eu quero, do jeito que eu quero. Sendo que na verdade, o amor não é exigente, não é reativo e não é condicionado a comportamentos. Essa é uma grande descoberta na senda: Amor é um estado de consciência daquele que o exercita e não depende de condições ou comportamentos alheios, ama-se porque se vive em estado de profunda graça.

Assim, amamos porque o amor está em nós, como o sol que brilha tem a missão de brilhar e de oferecer calor. Independente do que aconteça, ele está acima de tudo o que possa ocorrer ao seu redor, ele simplesmente continua a brilhar.

Fernando Pessoa escreveu uma frase fantástica e instrutiva que nos leva a pensar sobre esse estado de consciência que é o Amor: “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”.

Ou seja, eu não amo porque o outro me deu pedra ou rosas. Eu não doo amor para esta ou aquela pessoa porque ela merece ou não merece segundo os meus critérios. Isso não é amor, são artimanhas do ego.

A verdade é que não preciso de razões para amar, eu amo, porque vivo em um estado de graça profunda e partilho o amor porque ele está em mim, como o sol, e é fonte de múltiplas alegrias.

“Deverás amar o próximo, mas acima de tudo deverás amar o Amor. Essa é a lei.” (Mestre Micaell)

Quando a morte chegar nossa consciência irá nos perguntar o quanto amamos, não o quanto amei o João, a Maria, o José, mas simplesmente o quanto amei. O quanto de amor nós deixamos brotar dentro de nós. Quando uma semente brota, ela vira árvore e cresce e se torna abrigo para os pássaros, como nos ensinam as palavras de Jesus.  O amor tem a capacidade de se expandir e onde ele surge, ele gera vida. E isso é amar a Deus, pois é estar em unidade, pois Deus é a energia que permeia todo o universo. Quando isso ocorre, o mandamento se completa: aprendo a me conhecer, a me amar; aprendo a servir, independente a quem seja e de condições, por simples alegria do servir; aprendo a amar a Deus, porque reconheço em tudo a centelha do Amor.

Façamos o movimento do amor, servindo-nos da receita de sucesso real de nosso Mestre Micaell:

  • Servir aos outros;
  • Dedicar sua atenção carinhosa e compassiva a seu próximo, a si mesmo e a natureza;
  • Oferecer amor sem interesses egoísticos;
  • Deixar-se ser amado sem medos ou ressalvas;
  • Participar da construção de sonhos coletivos, maiores que seus interesses imediatos;
  • Buscar a realização a partir do encontro verdadeiro consigo mesmo para assim caminhar rumo ao encontro com Deus.

Que façamos, pois, este exercício diário, como passos no caminho da liberdade que só podemos trilhá-lo amando

As alegrias simples da vida

“Simples é a vida de um simples coração. ” (Mestre Micaell)

Atualmente estamos em um período da Terra em que grande parte das pessoas perderam o prazer de apreciar as alegrias simples da vida.

Isso acontece, muitas vezes, por crenças familiares severas, por dificuldades que enfrentamos ao longo da vida, por trabalho em excesso e pela utilização da tecnologia de forma desequilibrada. Em momentos como esses, nos esquecemos de quem somos, de quem podemos ser e da presença grandiosa de Deus que habita cada um de nós.

A correria excessiva do dia a dia também afeta a vida das crianças. A longa jornada de trabalho dos pais determina que as mesmas permaneçam durante muitas horas nas escolas, façam diversas atividades ao longo do dia ou se entretenham com os aparelhos eletrônicos, contribuindo para que também não aprendam a valorizar a simplicidade da vida.

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É importante ressaltar aos pais que apesar de aparelhos como celulares e tablets serem ferramentas úteis para o processo de desenvolvimento infantil e para ampliar o contato com o mundo, eles não devem retirar dos pais funções como educar, brincar e divertir.

Para as crianças é fundamental o contato e a interação com as pessoas, assim como realizar atividades que estimulem a criatividade e o aprendizado e retomar as alegrias simples da vida, tais como: brincar com outras crianças em praças públicas, passear com os pais em parques, apreciar a natureza, andar descalças, praticar a gratidão, valorizar as amizades, aprender a dividir, etc.

Esses momentos contribuem para que as crianças sejam mais ativas, amorosas e independentes. Além disso, a presença dos pais em sua criação, bem como a prática de atividades lúdicas os auxiliam a se tornarem adultos emocionalmente mais maduros.

De acordo com estudos sobre o tema, brincadeiras ao ar livre, em contato com a natureza e com outras crianças acarretam os seguintes benefícios:

– Estimulam o autocontrole e a percepção dos próprios limites;

– Promovem o desenvolvimento integral das crianças;

– Propiciam o desenvolvimento do sistema nervoso;

– Aumentam a capacidade de trabalhar em grupo;

– Desenvolvem a coordenação motora;

– Auxiliam a se tornarem adultos mais alegres e seguros.

Sendo assim, procure estimular em seus filhos as brincadeiras e o convívio com outras crianças. Busque resgatar as alegrias simples, porém grandiosas. Aproveite para retomar e praticar valores importantes para toda a sua família.

 

 

Dica de Leitura

Esta semana trazemos o livro “Manual de limpeza de um monge budista” !

O livro contém informações coletadas pelo monge Keisuke Matsumoto sobre limpeza, organização e utilização de espaços e objetos. As coletas foram realizadas em mosteiros da Índia e do Japão. Também são apresentadas técnicas simples e diferenciadas tendo como foco a limpeza exterior e interior que devemos fazer todos os dias em nossas vidas. Ele nos mostra como deveríamos cuidar de nossos lares e de nós mesmos nos dias de hoje.

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“Limpar é remover a sujeira do espírito e a grande faxina busca eliminar os pensamentos impuros acumulados durante o ano, daí sua importância. ”

Título: Manual de Limpeza de um Monge Budista.

Autor: Keisuke Matsumoto.

Editora: Planeta.

Edição: 3a.

Páginas: 171.

Dica de Leitura

Nossa sugestão de leitura da semana é o livro “Surfando nos Himalaias”, que conta a história de um inusitado encontro de um monge budista iluminado e um praticante de snowboard. Um buscando transformar o mundo através de seus conhecimentos e práticas e o outro querendo simplesmente descer a melhor montanha com sua melhor prancha, buscando a perfeição de suas manobras. Desse grande encontro podemos tirar grandes aprendizados.

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“Valorize as suas próprias lutas e os seus próprios sucessos também. Se quiser ser feliz, evite cair na armadilha do egoísmo sobre o que faz e quem se julga ser e não se sinta ameaçado nem fique com ciúme se alguém consegue fazer algo que você não pode ou se possui alguma coisa que você não tem”.

Título: Surfando nos Himalaias.

Autor: Rama – Dr. Frederick Lenz.

Editora: Nova Era.