A Grande Fraternidade Branca

 

A Fraternidade Branca pode ser definida como uma grande unidade de consciências luminosas e inteligentes formada por um conjunto de múltiplas unidades energéticas luminosas. Estas unidades-hierárquicas, por sua vez, estão inseridas em outras unidades maiores, assim como dentro de cada uma delas existem unidades menores. Todas possuem suas próprias tarefas e missões, visando implementar objetivos e desenvolver princípios na humanidade.

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Os seus componentes vivem num campo vibratório de perfeição e bem-aventurança. Dentre eles encontram-se: Seres Solares, Arcanjos, Elohins, Mestres Ascensionados e diversificadas sublimes categorias provindas da grande luz. Estão aí representados os três reinos que evoluem no planeta – humano, angélico e elemental.

Muitos dos Mestres Ascensionados viveram na Terra em corpos físicos e em um ato de supremo amor, abdicaram da permanência em elevadíssimas esferas de beleza e perfeição para dedicarem-se à evolução planetária. Para a realização de seus planos, a Grande Fraternidade Branca conta ainda com o auxílio de seres não ascensionados (presos à roda das encarnações) que, voluntariamente, cooperam com o serviço divino atraindo e irradiando para o planeta e os reinos que aqui evoluem, as grandiosas bênçãos da sagrada hierarquia.

Os seres que a integram irradiam bênçãos divinas para a Terra, subdivididos em grupos que correspondem às sete esferas ou aos raios cósmicos – azul, dourado, rosa, branco, verde, rubi, violeta – cada raio com as virtudes que lhes são peculiares e que compõem os dons ou as virtudes do divino espírito.

O fio condutor que as une, por assim dizer, é a Luz do Amor Universal em frequências cósmicas divinas. Cada uma das unidades hierárquicas está em perfeita união e sintonia com a Luz Criadora Universal. A hierarquia segue um sistema piramidal, onde os mais evoluídos se encontram nos níveis mais elevados. Como todos existem dentro de uma unidade luminosa de consciências, estabelecem um sistema piramidal planetário que, por sua vez, situa-se dentro de outro sistema maior, que é a Hierarquia Solar e assim sucessivamente. Aqueles que estão em um patamar superior tanto servem aos que estão no mesmo nível, como aos que estão acima e abaixo, visto que todos formam diversos sistemas piramidais. Por isso, fala-se tanto em hierarquia.

A Fraternidade Branca elabora e desenvolve, segundo as necessidades dos reinos em evolução no planeta, um calendário anual de atividades, com a abertura periódica de templos situados em plano sutil, de forma a garantir que esses reinos sejam abastecidos com as energias impulsoras do processo evolutivo.

A fraternidade tem também o objetivo de manter acesa a chama da sabedoria, do amor e do

poder de Deus na Terra, a Chama Trina, ensinando assim aos discípulos os ensinamentos dos Mestres Ascensos. Esta é a hora destes ensinamentos serem compreendidos por muitos, a grande hora do conhecimento, quando muitos estão preparados para recebê-lo.

“Caminhem vocês também, é possível! Sigam a luz do Despertar e a direção maestrina dos Ascensionados, Mestres irmãos que estão aqui para conduzi-los a saltos dimensionais e horizontes extensos de consciência elevada.” (Mestre Micaell)

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O Belo é olhar-se no espelho da alma e ver somente luz!

“Você abriga em si toda a luz necessária para iluminar sua vida.”(Mestre Micaell)

Onde está o nosso olhar? Está nas vitrines dos shoppings, nos carros a trafegar, nas luzes dos outdoors que nos incitam desejos? Onde está o nosso olhar?

Em verdade, nosso olhar está sempre voltado para fora, para as coisas, para o outro, o outro está sempre como a nossa referência. Fato é que nossa sociedade se estruturou assim, e somos criados aprendendo a desejar e a ter, na crença de que ter nos trará a felicidade.

Onde temos colocado nossa atenção e empreendido nossa energia?

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Estamos cotidianamente buscando preencher o vazio da falta. A falta nos faz sentir inadequados, muitas vezes nada nos parece bom o suficiente, não nos sentimos satisfeitos com quem somos, com o trabalho que temos, com as coisas que nos pertencem, com a família, com nossas conquistas.

A falta é o alicerce do desejo e o desejo é a raiz de todo o sofrimento, como já dizia Buda. Acabamos por desejar mais e mais e desejamos o que o outro tem, na crença de que ele possui a melhor parte. Para tentar suprir esses desejos que nunca acabam empreendemos todo o nosso tempo. E temos uma sensação de que precisamos correr desesperadamente e sem refletir, sem pensar, sem respirar. Normalmente, corremos atrás do que é valorizado pela cultura e bem sabemos, nossa cultura atual se estruturou no sentimento de falta. Estamos o tempo todo sendo incitados a consumir, a ter, a buscar algo fora de nós. Então corremos atrás de status social, de conquistar artigos de luxo, na ânsia por adquirir poder, consideração e reconhecimento.

Assim, criamos nossos próprios problemas. Estamos muito envolvidos com os afazeres corriqueiros de forma automática e irrefletida, sem gosto, sem amor. E enfim, vamos às férias para descansar do mundo. Mas continuamos cansados e nossos lazeres acabam absorvendo nossas forças, pois estão repletos de hábitos nocivos à saúde. Voltamos à rotina e permanecemos neste ciclo de cansaço, falta e desejos.

O bom é que sempre há saídas, estamos justamente no momento em que somos chamados a fazer diferente, a buscar realmente a verdadeira felicidade, aquela que nos faz sentir plenos, cheios de força, de alegria duradoura. E neste movimento, somos convidados a voltar o nosso olhar para o belo, para aquilo que é mais precioso para nós: nós mesmos, para encontrar o fogo divino que nos faz vivos. Nosso interior é rico e possui uma fonte abundante de vitalidade.

Voltar o olhar para dentro nos torna conscientes de nossa condição atual e descobrir que possuímos todo o potencial de transformar nossa realidade, abandonar os hábitos nocivos e descobrir que já somos completos, inteiros, preenchidos de tudo o que precisamos para ser feliz.

A chave para nos sentirmos plenos e cumprir nossa missão é descobrir nossa luz interior, essa chama divina, que pulsa permanentemente em sintonia com a Fonte Suprema de bem-aventurança. Essa chama precisa se expandir, é preciso deixar que essa luz seja a nossa única realidade.

O que mais precisamos não é de coisas, elas não cessam a falta. Estar em sintonia com a Divina Consciência é o que mantém nossa luz vibrante, livre dos véus que nos prendem.

“A conquista mais valiosa da sua jornada é Despertar a Consciência que vive em seu ser e assim cumprir sua missão: ser uma presença de luz onde estiver.” (Mestre Micaell)

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Grandes e maravilhosos ensinamentos de nosso amado Mestre Micaell, que ecoa atravessando eras e é o que mais precisamos para ser feliz. Quão bela é a luz que ilumina a escuridão!

O livro “Para uma Pessoa Bonita: Contos de uma Mestra Zen”, de Shundo Aoyama Rôshi, Mestra do budismo Zen nos revela valiosos apontamentos sobre o tema, dizendo das maneiras para nos tornarmos verdadeiramente belos, vivendo de uma forma bela, a beleza de trazer luz para nossa vida. Ela diz:

 “Se enfrentarmos nossos problemas com determinação, nossa resolução e nossa persistência podem escancarar até mesmo uma porta firmemente fechada. As chaves para abrir ou fechar as portas somos nós mesmas, é nossa atitude em relação às dificuldades.”

E ela conta um pouco dos ensinamentos de Buda, que diz:

“Praticantes, se perseverarem com grande esforço, nada será impossível, por isso pratiquem diligentemente. Acima de tudo, vocês devem se empenhar completamente como o fio de água que correndo incessantemente fura a pedra. Deixar-se vencer pela indolência é como parar de esfregar duas varetas de madeira antes que peguem fogo. Mesmo que desejem a chama será difícil obtê-la. E quantas pedras encontramos pelo caminho que foram perfuradas? Então, o que é impossível?”

“Somos nós que abrimos as janelas para que a luz solar entre e ilumine nosso lar, o sol não pode entrar sem que as janelas e as portas sejam abertas.”  (…)

“A estrada está bem a sua frente e não há obstáculos que não possam ser superados pelo amor.” (Mestre Micaell)

Não desistamos de encontrar a beleza que somos, essa beleza que está escondida. Se estivermos preguiçosamente cansados, façamos um esforço. Busquemos pela fonte inesgotável que nos alimenta e fortalece, os dons divinos disponíveis que nos auxilia incansavelmente.

O sonho de Deus é que possamos rasgar os véus da escuridão e vermos somente a luz, ser a luz, viver uma vida iluminada pela luz da consciência divina, que pode ser acessada por todos nós, a qualquer hora, só precisamos querer ver, mudar o olhar, persistir em fazer crescer a chama.

Não estamos sós! Olhar no céu, sol a brilhar. Não estamos sós! Que sejamos a beleza deste paraíso divino que nos habita!

A luz já existe – você é que precisa se apoderar dela. Esse poder foi concedido por Deus no momento em que Ele os criou. Você precisa acreditar. Mais que isso, você precisa confiar. Mais que isso. Você precisa ter fé. A fé que abre os canais para que o fluxo das Graças vindas diretamente da Luz do Ser Supremo chegue até você e atravesse sua vida realizando mudanças e transformações inimagináveis.” (Mestre Micaell)

 

 

Mandalas e seus significados

Mandala significa círculo em sânscrito. Pode ser definido como um campo de força, no qual as formas, a estrutura numérica e as cores possuem poderes vibracionais atuantes. Cada mandala cria um campo de energia e magnetismo intenso, no qual trabalhando as cores podemos buscar autoconhecimento, bem-estar, equilíbrio e relaxamento.

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Durante muito tempo, a mandala foi usada como expressão artística e religiosa, através de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e arte indígenas e na arte sacra de vários séculos.

 

A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês).

 

No Oriente, os tibetanos acreditam que a mandala traz o conhecimento para se chegar à iluminação nesta vida. Já a cor representa um estado de espírito e traz para o indivíduo um significado para aquele momento de sua vida. Dependendo das cores escolhidas e da base numérica ela pode nos trazer vários benefícios, como: capacidade de concentração, criatividade, diminuição da ansiedade e do estresse, equilíbrio físico e emocional, melhora da autoestima, entre outros.

 

Na Psicologia Moderna, o célebre psicólogo C. G. Jung, descreve as mandalas como quadros representativos ideais ou personificações ideais que se manifestam na psicoterapia, interpretando-as como símbolos da personalidade no processo da individualização. Após anos de pesquisa e aprofundamento no conhecimento do psiquismo humano, ele passou a utilizar a construção de mandalas como método psicoterapêutico. Seus estudos o levaram a defini-la como um círculo mágico que representa simbolicamente o Eu ou Self – arquétipo da Unidade Interior.

 

Entretanto, como instrumento terapêutico, a mandala é utilizada, desde os tempos primitivos, pelos xamãs indígenas da América e aborígenes da Austrália que, ainda nos tempos atuais, as gravam e desenham em areia colorida. Também, místicos ocidentais e orientais de quase todas as culturas, ao longo de toda a história da humanidade, já utilizavam mandalas como “um caminho para reencontrar seu próprio centro”.

 

Pinte, desenha e colora sua própria mandala, procure dar as cores e utilizar as bases numéricas que você acha necessária para a sua vida e através desta prática desperte o potencial criativo que está em você aguardando a possibilidade de se manifestar, além de poder usufruir dos benefícios do relaxamento, meditação e alívio das tensões do seu dia a dia. Pratique!

Uma ótima oportunidade será neste sábado, com o workshop “Mandalas: números e cores”!

Faça já sua inscrição: http://www.movimentodedico.org.br/workshops.php

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Retiro Ser Feliz

“Todos os seres humanos são afortunados detentores das condições necessárias para serem pessoas felizes, no exato tempo e lugar que estão.”  (M. Micaell)

Neste carnaval, o Ashram da Paz recebeu com muita alegria pessoas, buscadoras de transformações em suas vidas, que ansiavam por estreitar os laços com Deus e despertar a divina consciência, com o intuito verdadeiro de Ser Feliz.

“A felicidade é uma decisão, demanda percorrer um caminho de aprendizado e é construída pelas pequenas escolhas do dia-a-dia.” (M. Micaell)

Foi um retiro com intensas e profundas atividades incluindo palestras integradas com oficinas interativas e dinâmicas. Tudo com o intuito de promover o crescimento pessoal relativo à dimensão emocional humana, dimensão importantíssima e que frequentemente é deixada de lado. As emoções bem direcionadas e vividas são fatores primordiais para o equilíbrio e a felicidade. Elevar o padrão vibracional é uma necessidade constante de todos que buscam estar inteiros, com sentimentos sadios e experimentando relações harmoniosas.

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Todos nós queremos estar livres de brigas e desentendimentos, estar de bem com a vida, com os amigos, com o trabalho e conosco mesmos. Nossas emoções são sinalizadores de como andam essas relações, mas somente a nossa decisão de como iremos reagir aos acontecimentos e às situações cotidianos e frente às pessoas que convivemos é que determina como iremos construir essas relações, de forma benéfica ou desequilibrada.   Por isso é necessário conhecer nossos hábitos emocionais, perceber como andam nossos estados emocionais e escolher quais sentimentos cultivar.

“Trabalhar e ganhar dinheiro, casar e ter filhos, vencer campeonatos…são experiências necessárias quando nos aproximam do divino, senão são apenas distração do ego.”  (M. Micaell)

Em busca de autoconhecimento foram oferecidas palestras sobre a consciência do corpo emocional e dos chakras, os estilos emocionais do cérebro, as feridas emocionais e as formas de transformá-las, os benefícios das afirmações positivas, os relacionamentos familiares saudáveis e resolução de conflitos, a mudança de hábitos emocionais e alimentação espiritual das emoções.

“Cultive o Bem como se cultiva um jardim: diariamente e com ações concretas.” (M. Micaell)

Houve oficinas práticas de reequilíbrio e cura das emoções, com práticas de mindfulness em atividades manuais como bordado, origami e escultura.

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Maravilhosa oficina de resgate da história pessoal a partir da pintura de mandala. A cura através da sensibilização e reconexão com os elementos da natureza, por meio do poder das ervas, da desintoxicação a partir dos sucos, da reenergização a partir da luz solar, da integração com a terra pela busca da essência sagrada; práticas que revigoraram as forças interiores. Houve momentos de resgate da leveza e da alegria interior com atividades lúdicas, com retorno às brincadeiras da infância que trouxeram ao Ashram gostosas gargalhadas e sorrisos fraternos e atitudes amigáveis.

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Tivemos preciosos momentos de meditação, oração, silêncio e muitas manhãs e animadas noites de cânticos devocionais que ativaram vozes curadoras em todos nós. Além de muitas outras experiências e práticas espirituais que transformaram a vida dos participantes para sempre.

Foram quatro dias de imersão interior, em um ambiente com fortes e abençoadas energias, em meio ao verde, a correntes de águas cristalinas, cantos de pássaros e ar puro,  junto ao carinho dos Mestres e no aconchego da comunidade espiritual.

E a novidade é que em junho tem mais, mais retiro, mais experiências incríveis para todos nós que buscamos estar de bem com a vida. Quer Ser Feliz? Vem com o Movimento Dedico! Estamos juntos nesta caminhada!

“Agora é tempo de sorrir e viver plenamente a mensagem do amor que Deus exemplificou de tantas e tantas formas no universo, a começar pela sua.”( M. Micaell)

O sagrado feminino

Todos nós, homens e mulheres, possuímos em nosso interior essas duas energias, yin e yang, feminina e masculina. Nosso caminho é vivenciar de forma responsável essas duas energias poderosas, com harmonia, para que entremos em conexão com nossas profundas inspirações e nos sintamos inteiros com quem somos, íntegros em nossa essência. E assim possamos verdadeiramente nos manter preenchidos pelo sagrado, que emana saúde, felicidade e leveza.

O masculino é a energia de coragem, do planejamento, é o pensamento que programa, que arquiteta, que avalia, é a razão. O feminino é a energia de suavidade, de proteção, de cuidado, de doçura, de intuição. É a fluidez, a beleza, a acolhida, que está intensamente permeada por grande força de coesão, de firmeza, de poder.

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Se observarmos a natureza veremos como essas energias se congregam de forma harmônica e complementar. A pedra, com sua fortaleza, com sua dureza, pode despontar luz na delicadeza de um diamante. A água com sua fluidez, pode ser tão forte e poderosa como a onda do mar rompendo em uma falésia. A mata com suas nuances: nutre e alimenta com frutos, possui a beleza das flores, a grande concentração de energia vital em uma semente capaz de gerar frondosa árvore, o esplendor de valentes e bravos animais a percorrerem caminhos. A chuva que ora é mansa e ora limpa a atmosfera com seus raios e trovões. Daí que em muitas culturas observamos o profundo entendimento da natureza como sagrada, que é vista e reverenciada em suas forças, as forças maternas, as forças paternas, que em constante trabalho mantém a integridade do Todo.

Assim compreendemos que não há fraqueza na natureza, ela sempre demonstra força, vida, atividade, construção e renovação sempre.

Ocorre, que ao decorrer da vivência humana, muitos valores foram distorcidos ao longo do tempo, e muitas sociedades perderam essa conexão com a natureza que ensina suas leis e ensina o respeito e a busca pelo equilíbrio do feminino e do masculino. Mulheres e homens que, então, desconectados vivenciam pólos em desordem. O feminino se distorce e se fragiliza e o masculino desvirtua sua força e rompe em violência e dominação.

A mulher se torna submissa, alheia à fonte materna que nutre, da qual também compartilha da capacidade de gerar vida. Mulher desconectada de seu feminino, sem conhecer seu imenso potencial interior. Mulheres que se calam e se deixam reprimir. Criatividade reprimida, alienada da vontade e da intuição. Mulheres que não sabem do que são capazes, pois seguem o que o externo lhes dita, o que o outro lhes dita. Ao mesmo tempo, mulheres que se voltam com excessos para o masculino, na busca por se libertar, mas se ferem ainda mais, pois buscam um ideal de super-herói, buscam ser “super-mulheres”: fazem tudo, se exigem e se cobram, dão conta de tudo, não precisam de ajuda, são controladoras, trabalham o dia todo, provém materialmente a casa, os filhos, a família, não tem tempo para si e nem sabem mais o que sentem e o que querem no fundo da alma, vivem em busca de status que lhes confiram valor. O resultado são mulheres cansadas, exaustas, infelizes, ansiosas, com vergonha de serem quem são, que não mais sabem se amar e vivenciam relacionamentos afetivos cheios de violência.

Vivemos hoje uma sociedade machista e com isso todos sofrem. Homens que não podem ser a beleza de serem homens, de serem o que são, intuitivos, amorosos, emocionalmente vibrantes. Mas o maravilhoso é que o momento é de reconciliação.

O momento é de reconciliação com as forças interiores. De resgate, principalmente da energia do Sagrado Feminino, da energia feminina, da deusa, da mãe sagrada, que por muito tempo foi mantida desvalorizada. O momento é de autodescoberta, de reconexão com a natureza, é alinhar o pensamento e o coração na direção do ser, da alma. É apropriar-se do poder pessoal, da força que cada um de nós possui em sua pureza, em sua originalidade.

São mulheres que reencontram seu brilho de ser mulher, sensibilizadas em suas percepções, que sabem quem são, o que falta e o precisam para se sentirem em paz consigo mesmas. Que longe de serem controladoras, confiam na sabedoria da vida e possuem a fé necessária para prosseguirem em suas jornadas com passos certos. Uma mulher conectada com seu feminino está em equilíbrio com sua essência, e por isso possui imenso poder e capacidade de criar, de colocar no mundo sua força, sua marca. Uma mulher conectada com o sagrado feminino é uma bênção para o mundo, amam a si próprias, sabem doar amor, geram e criam filhos que conhecem o amor e assim podem amar e respeitam e reverenciam a mulher. A mulher entra no ciclo de bem-aventurança que faz fluir a energia do feminino a se expandir e transformar o mundo em um mundo de paz, de fraternidade, de cuidado e acolhimento.

Toda mulher precisa dar-se este presente, de se integrar e sentir seu potencial, recuperar sua dignidade perdida, recuperar a beleza de ser mulher. A mulher veio ao mundo para desenvolver principalmente o feminino e é dessa reconexão que ela mais precisa. E quão bonito são homens e mulheres que se compreendem, que cuidam da força sagrada do feminino e juntos unem forças para cultivar os jardins do crescimento e do progresso. Conscientes das forças maravilhosas que vivem no interior são capazes de ascender luzes de cooperação, amor e prosperidade.

Com a importância dessa energia, neste sábado (04/03) teremos no Ashram da Paz, sede do Movimento DeDico, o workshop “O sagrado feminino”. Faça já sua inscrição!

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ESPIRAL DE ERVAS

“Respiro sereno somente a paz vou cultivar, que cesse toda guerra, flores hoje vou ofertar. Ofereço a flor da alegria para o meu coração e esboço um sorriso para o meu irmão. Ofereço a flor da compaixão, a flor da bondade e a flor do perdão, para que no meu jardim venham voar os pássaros da libertação” (Mestre Micaell).

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Sabedoria milenar das ervas permeada pela sensibilidade do contato com a natureza. Simples e fácil de se fazer, a espiral de ervas é uma ótima solução para quem quer plantar, por exemplo chás, temperos ou ervas medicinais, mas não tem muito espaço no quintal de casa. São decorativas e inserem-se harmoniosamente nos jardins, integrando as pessoas com o meio-ambiente.

A espiral é um padrão comum na natureza, encontrada desde os caracóis até as constelações e reúne diversas funções naturais em um único elemento. Logo, o cultivo da espiral de ervas possui diferentes microclimas, proporcionando um ambiente mais adequado para diferentes tipos de ervas e por isso acaba se tornando mais produtivo.

No alto da espiral, o ambiente normalmente é mais seco e ensolarado, o contorno de suas voltas pode ser mais sombreado e, na base, o solo é bastante úmido, podendo até mesmo estar encharcado e formar um pequeno lago. As medidas podem variar de acordo com a preferência, mas em geral, as espirais costumam ter de 1m. a 1,6m. de diâmetro e de 0,6m. a 1,3m de altura (lembrando que o legal é garantir que as plantas estejam ao alcance da mão).

Esse tipo de cultivo também é um exemplo da permacultura, que nos convida a descobrir o quanto nossa vida está vinculada ao destino do planeta a fim de aprender a conviver em harmonia com a natureza. Isso nos ensina a: cuidar da terra, das pessoas, limitar o nosso consumo, controlar as nossas necessidades e redistribuir os excessos.

Além desse tipo de cultura ser funcional em vários âmbitos, ainda nos passa uma sensação de leveza e bem estar, pois o tempo que passamos em ambientes naturais é diretamente proporcional à sensação de estarmos mais vivos. Uma ótima terapia para mente positiva, livre de ansiedades, negatividades e tantos outros males provocados pela sobrecarga de atividades no dia a dia.

A natureza tem a capacidade mágica de nos confortar, especialmente nos momentos em que mais precisamos. Com seu contato trocamos energias, nossa mente relaxa, nos sentimos mais felizes, revigorados e com a saúde mental mais equilibrada. Dessa forma, ficamos mais focados e conseguimos realizar nossas tarefas de um modo melhor.            Vá lá fora, caminhe, use seu quintal para plantar e replantar, aprecie as árvores, as flores, isso realmente proporcionará um impacto profundo sobre o seu bem-estar físico e emocional. Mexa-se e comece agora, nem que seja com uma mini espiral de ervas ou com um simples vasinho!

Por isso, neste sábado, teremos o workshop “Espiral de Ervas”. Faça já sua inscrição e venha participar conosco.

http://www.movimentodedico.org.br/workshops.php

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Para os excessos, um convite para a vida simples

“A vida simples não representa tirar ou perder, ela é, na verdade, o ficar com o que realmente importa”. (Mestre Micaell)

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Hoje sabemos que existe comida suficiente para alimentar toda a população do planeta Terra, mas, porque ainda há fome?

Sabemos também que a distribuição dos recursos é desarmônica. Enquanto muitos passam fome e misérias, 30 a 40% dos alimentos são desperdiçados. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirma que esses alimentos jogados no lixo seriam suficientes para alimentar 2 milhões de pessoas. Segundo essa organização, 1 bilhão de pessoas sofre de desnutrição, e por outro lado, cresce uma parcela significante de obesos.

Grande parte da população tem acesso a bens de consumo e infra-estrutura que tornam a vida cheia de conforto, embora uma outra grande parcela vive abaixo da linha da pobreza, sem o mínimo de condições básicas de moradia e de saúde.

Milhares de artigos são fabricados todos os dias, empresas que funcionam 24 horas, desenfreadas, para oferecer produtos no mercado, enquanto isso, cresce a degradação dos solos, dos mananciais de água, o desmatamento e a destruição da fauna e da flora.

Apesar de tanta oferta de bens e produtos, anda assim as pessoas sentem o vazio da falta, vão às compras, mas sentem que não possuem tudo o que gostariam. E o que realmente elas não têm?

Buscam sempre o novo sapato, a nova moda na vitrine, mas logo que obtém, as coisas se tornam sem significado, obsoletas e não mais as satisfaz. Na lógica do descarte está a ideia de posse. Dessa ideia crê-se que algo seja “meu” e que “eu” tenha o direito de fazer o que desejar, inclusive usar da forma que achar conveniente e jogar fora quando convier. Mas realmente podemos possuir as coisas?

Na lógica espiritual as coisas nos foram emprestadas para que sejam úteis ao nosso viver, para que nos facilite a caminhada na matéria. E isso quer dizer que enquanto estiver conosco, devemos fazer bom uso e cuidarmos com zelo. Saber usar os recursos ofertados com consciência é a chave para o equilíbrio. A consciência traz a vivência do bem, a vivência do altruísmo, da cooperação, do consumo consciente e da responsabilização coletiva pela felicidade do todo.

Do lado da inconsciência está o paradoxo do momento atual: a corrida para se preencher, embora o que resta é o vazio. O mundo oferece estímulos diversos nas mídias, na comida, no consumo de coisas, na busca por relacionamentos. Pessoas que buscam no outro preencher seu vazio e não suprem suas expectativas logo também trocam rapidamente as relações e o resultado são relacionamentos superficiais e frágeis. É o que o sociólogo Zygmunt Bauman chama de relações de bolso, pois são relações de objeto, sendo que pessoas servem por um tempo e, quando não mais, são descartadas.

No fundo, seguindo esse paradoxo, as pessoas tornam-se cheias de sentimentos egóicos. Vão às compras na esperança de poder obter felicidade. Seguem uma rotina de trabalho em busca de ganhos que lhes confiram poder de aquisição para manter uma vida de desejos. Sentem-se frustradas com as dificuldades e insucessos por desejos não supridos. E por fim, chegam aos consultórios dos profissionais de saúde com inúmeras queixas, doenças físicas, depressão, ansiedade e estresse.

Então, o que fazer?

Apesar dos paradoxos, dos extremos, estamos sendo convidados a mudar os rumos de nossas vidas, de nossas relações, conosco mesmos, com as coisas, com as pessoas ao redor. E mudar de ideias, de pensamentos e nos abrir para viver na prática a lógica do equilíbrio e da paz. É poder nos transformar a cada pequeno detalhe de nossas vidas. Aprender a buscar a simplicidade.

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Simplicidade que reflete fora o que há dentro. Se fora há equilíbrio, dentro há equilíbrio.
Se fora há excessos, dentro há excessos. Se fora há uma corrida desenfreada pelo ter, pelo consumismo, por satisfazer desejos, dentro há excessos de pensamentos competitivos e não virtuosos, sentimentos egóicos, desamor, visão separatista e individualismo.
Partamos para simplificar. Tirar os excessos de nossos corações, nossas emoções, nossas formas de pensar e agir de modo complicado. Tirar os excessos de confusões mentais, intolerâncias, crenças limitadoras, apegos insanos. É tornar simples nosso pensar, nosso falar, nosso agir. Saber usar com consciência os recursos da matéria e poder usufruir dos benefícios respeitando a vida, o outro, todos os seres. Pensar o essencial, sem gastar horas e energias empreendendo pensamentos destrutivos.

A vida simples é uma vida sem excessos, feita do que há de mais essencial, abundante e próspero, pois sabe compartilhar, sabe cooperar, sabe preencher-se do que realmente traz a felicidade. Ser simples é poder escolher viver o que nos trás a verdadeira saúde.
E isso nós podemos fazer, nós podemos viver de forma simples, basta querer. É chegada a hora de escolher novos caminhos, fazer parte desta virada de consciência, virada de paradigma e escrever uma nova história para todos no planeta.

“Procure no simples as suas alegrias, no necessário a sua fonte de livre escolha e, a cada dia, elimine uma corrente que o prende, estando atento à verdadeira fonte das suas asas: o Supremo Ser”. (Mestre Micaell)